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1963 - O Mellotron

Novatron 400SM
Imagem: http://www.mellotron.com/images/400in.jpg

Mellotron Tape Change
http://www.youtube.com/watch?v=eR6D1ZH2CMk&feature=player_embedded
Brian Kehew and The Mellotron MKII
http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=re1ZVfFY8Uc
Mellotron Demo
http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=yrXtmKGkSa4
Mellotron Mk II (Produzidos de 1963-1986)
Imagem: http://www.mellotron.com/audities/images/28.jpg

Mellotron Mk I (Produzidos de 1963-1986)
Imagem: http://www.kleonard.com/mellotron/vt0303/images/mp0303-03.jpg

The Mellotron MkV (Produzidos de 1963-1986)
Imagem: http://120years.net/machines/mellotron/mellotron_mark5.jpg


Original Mellotron (Produzido de 1963 a 1986)
Imagem: http://www.mellotron.com/images/101-0120x_IMG.jpg

Mellotrons e Novatrons eram fabricados pela Streetly Eletronics, por Leslie Bradley e seus irmãos Frank e Norman. O Mellotron original foi projetado como uma novidade em instrumentos domésticos, porém era muito caro. O instrumento usava o mesmo princípio original do Chamberlin, mas com vários aperfeiçoamentos mecânicos. Possuía um teclado de 35 notas e utilizava um loop de fita sem-fim associado a cada tecla, contendo a gravação do instrumento naquela nota. As fitas eram de 3/8”, com três pistas, de forma que o músico podia selecionar um dos três timbres que estavam gravados nas fitas. Jogos de fita eram vendidos com uma variedade de combinações de instrumentos diferentes (cordas, corais, flautas, metais, efeitos etc). Obviamente, o Mellotron sofria com as limitações inerentes ao processo de reprodução de som por fita magnética, com uma resposta de frequência ruim, e muitos problemas mecânicos, desgaste de cabeças magnéticas e coisas do gênero. É considerado o primeiro “sampler”, e foi muito usado pelos principais grupos de rock progressivo da década de 1970.

A maioria dos Mellotrons tinham fitas de 3/8” e as diferentes faixas sendo selecionáveis, movendo as cabeças das fitas através das tiras da fita, a partir do painel frontal. Este recurso permitiu que o som pudesse ser facilmente alterado enquanto era tocado e tornando possível definir as cabeças para misturar os sons entre as faixas.
Apesar da tentativa de recriar fielmente o som de um instrumento, o Mellotron tinha um próprio som distinto. Mais tarde um novo modelo de Mellotron foi renomeado para “Novatron”.

Uso do Mellotron na música popular

O multi-instrumentalista britânico Graham Bond é considerado o primeiro músico de rock a gravar com um mellotron em 1965. No ano seguinte os The Beatles usaram o instrumento para o compacto "Strawberry Fields Forever" (gravado entre novembro e dezembro). Mas foi Mike Pinder do Moody Blues que trouxe o mellotron para destaque na música popular com o álbum de 1967 Days of Future Passed, em canções como "Nights in White Satin" e "Tuesday Afternoon". Com o instrumento, foram gravados mais cinco álbuns: In Search of the Lost Chord (1968), On the Threshold of a Dream e To Our Children's Children's Children (1969), A Question of Balance (1970) e Every Good Boy Deserves Favour (1971). No álbum seguinte, Seventh Sojourn (1972), foi utilizado o Chamberlain, similar ao mellotron.

O instrumento também foi usado por The Zombies ("Changes", "Hung Up on a Dream"), Donovan ("Celeste"), Jean Michel Jarre ("Oxygene"), Manfred Mann (como em "So Long Dad" e "Semi-Detached Suburban Mr. James"), Lynyrd Skynyrd ("Tuesday's Gone"), The Rolling Stones ("2000 Light Years from Home"), The Bee Gees ("World", "Every Christian Lion-Hearted Man Will Show You"), Traffic ("House for Everyone", "Hole In My Shoe"), Pink Floyd ("A Saucerful of Secrets", "Julia Dream", "Sysyphus" and "Atom Heart Mother"), Procol Harum ("Magdalene (My Regal Zonophone)"), The Left Banke ("Myrah"), Marvin Gaye ("Mercy Mercy Me (The Ecology)"), Big Star ("Kangaroo"), José Cid ("10.000 anos depois entre Vénus e Marte", "Onde, quando, como, porquê cantamos pessoas vivas") e outros, durante o auge da música psicodélica.

A partir da década de 1970, o mellotron se tornou um instrumento de acompanhamento para vários grupos de rock progressivo; em conjunto com o órgão Hammond se tornou essencial para definir o som do gênero musical. Ele foi usado em álbuns como Once Again de Barclay James Harvest, Grave New World de The Strawbs, In the Court of the Crimson King de King Crimson, Space Oddity, Hunky Dory e Diamond Dogs de David Bowie, 2112 e Snakes & Arrows de Rush, I Robot de The Alan Parsons Project, Fragile e Close to the Edge de Yes, e Nursery Cryme, Genesis Live, Foxtrot, Selling England by the Pound, The Lamb Lies Down on Broadway, A Trick of the Tail, Wind & Wuthering e Seconds Out do Genesis.

O Led Zeppelin usou um mellotron para recriar o arranjo de gravação para apresentações ao vivo de "Stairway to Heaven", e o instrumento também apareceu na canção "The Rain Song" do álbum Houses of the Holy. Ele também foi bastante usado pelo pioneiros da música eletrônica Tangerine Dream, como nos álbuns Phaedra, Rubycon, Ricochet e Encore.

O advento de instrumentos mais baratos e mais confiáveis reduziram a popularidade do mellotron no final da década de 1970. Seguido do impacto do punk, o instrumento é atualmente visto como uma relíquia de uma era pomposa. Ele experimentou uma volta à música na década de 1990 através de bandas como Marillion, The Smashing Pumpkins, Oasis, Pearl Jam, Nine Inch Nails, Radiohead, Porcupine Tree e Opeth.

O Mellotron foi um precursor do moderno do digital sampler. Em cada tecla tinha uma tira de fita magnética com um som gravado que correspondia à nota musical das teclas (O Mark II tinha dois teclados com 35 notas cada fazendo um total de 1260 gravações separadas). O aparelho reproduzia o som quando a tecla era pressionada e retornava ao cabeçote para o início da fita quando a chave era liberada. Com esta construção era permitido que o som gravado mantivesse as características individuais de uma nota sustentada (em vez de um ciclo repetido), porém tinha a duração limitada por nota, geralmente oito segundos.